Um agricultor tinha sacos variados de sementes. Resolveu um dia plantar um grande terreno nunca utilizado, uma lavoura de morangos. Passou o trator, limpou o terreno, apanhou um saco enorme de sementes e foi deitando-as na terra mecanicamente. Ao final de uma tarde desceu do trator exausto, e olhando a grande extensão plantada, pensou, agora é só esperar que a natureza faça o resto. E foi descansar.
Três semanas depois o homem resolveu dar uma olhada em sua nova lavoura para ver o crescimento das plantas. Começou a caminhar a pé por entre as pequenas mudas que já tinham mais de 1 palmo de tamanho, examinando-as cuidadosamente, até de que repente parou estarrecido, pôs as mãos na cabeça e gritou: NÃO !!!!!!!!! Correu ao celeiro pegou o saco das sementes que plantara e confirmou sua incredulidade: ele plantara equivocadamente, tomates ao invés de morangos. Indignado voltou correndo à sua lavoura e esbravejando e pisoteando as tenras plantinhas gritava, droga, droga, detesto tomates, eu queria morangos....e chutava a terra, pisoteava, pulava numa fúria insana até cair sobre solo exausto e embarrado. Vendo aquilo sua mulher o socorreu e ele chorando enraivecido afirmou detestar aquela lavoura e queria vê-la destruída. Sua mulher, pessoa simples mas sábia, o consolou e lhe disse: mas meu marido, a natureza não fez nada errado, se você plantou tomates, como queria colher morangos?...
E assim é a vida, sempre colhemos o que nós plantamos. E nisso não há nenhum castigo. É apenas uma lei, lógica e imutável. Se você planta tomates vai colher tomates! Portanto, quando você for plantar sua “lavoura” cuide bem na escolha das “sementes”..... para não ter surpresas desagradáveis ou tristes.
“Somos invulneráveis; ninguém pode nos atingir...a não ser nos mesmos....”
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